
O evento proporcionou importantes debates entre profissionais que ocupam os dois lados do balcão comunicativo (assessorias e redações), acumulando queixas recíprocas e mágoas. Encarar que ambos enfrentam os mesmos problemas – enxugamento de equipes, falta de recursos e treinamento, patrões e assessorados equivocados, salários baixos, deadlines apertados e muitas outras mazelas – funcionou como um bálsamo. Mas também nos deu a certeza que precisamos fazer muito mais para solucionar um problema maior: a má qualidade da informação que levamos ao público.
Má qualidade muitas vezes originária da priorização do marketing sobre o conteúdo informativo e que tem como conseqüências transtornos para população, queda de audiência para os veículos de comunicação e perda de credibilidade do serviço público.
A complexidade das questões tratadas, evidentemente, não se resolve em dois dias. Surgiu da platéia o pedido para que outros encontros como este se realizem no Norte e Nordeste.
Eu, particularmente, saí da conferência com sensação que tive diante da Praia de Boa Viagem, em frente ao hotel onde se realizou o evento: foi reconfortante, mas não dá para esquecer que se bobearmos os tubarões nos atacam.
Fechou com chave de ouro, que venham mais como essa para melhorar a informação e a qualidade do jornalismo brasileiro!
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