Meu primeiro amor foi Astrid, de quem só guardei o nome.Depois vieram Sandra, em quem bati porque me chamou de cabeção, e Vera, cujo retrato furtei.
O primeiro beijo dei em Inajá. Senti nojo de sua língua em minha boca, mas gostei de sentir seu corpo macio encostar no meu.
A primeira transa aconteceu com uma velha prostituta que me ofereceu sopa, após um jogo de futebol noturno. Eu tinha 13 anos e aprendi o que era sexo mecânico, sem prazer. O ensinamento durou mais de um ano.
A primeira namorada se chamava Mariana, com quem casei. Me deu muitas coisas: beijos gostosos, compreensão, conforto, incentivo, a primeira transa com prazer, três filhos. Mas um dia me desapontou.
Em seguida, Marias, Carlas, Joélias, Márcias, Luizas, Patrícias, Anas, Fátimas e uma dezena de outros nomes materializaram-se em minha cama, dissiparam-se em meus sonhos, delírios e fugazes desejos.
Certo dia apareceu Cristina, que transformou-se em paixão, vício, loucura e novas descobertas. Nos embolamos por 20 anos, com promessas de mais 2.980.
Aí veio a distância.

Quando Cíntia fica triste as flores e os alimentos murcham, os pássaros se calam, as algas asfixiam os peixes, os rios param de correr, a noite chega mais rápido e a Terra submerge nas trevas.
Capa publicada na segunda-feira de Carnaval, em A TARDE (23/02/2009). Ela quebra um paradigma. Nos 97 anos do jornal, nunca havia sido publicada uma capa dupla. Não lembro de outra parecida no Brasil. No entanto, nos EUA o recurso foi utilizado em vários jornais no dia em que o presidente Barack Obama foi eleito







